Escolher um cirurgião de Mohs experiente em Santa Catarina começa pela verificação de credenciais, não pelo rótulo anunciado. Esta página explica a certificação pela SBD, o caminho formativo com residência em Dermatologia, mínimo de 75 cirurgias micrográficas supervisionadas, os sinais de alerta antes de agendar e onde encontrar essa formação completa no estado.
A Cirurgia Micrográfica de Mohs exige que um único médico seja cirurgião oncológico, patologista e cirurgião reconstrutor ao mesmo tempo. Nenhum rótulo comprova isso, só a credencial.
No Brasil, a formação completa combina residência em Dermatologia e um curso formal de cirurgia micrográfica certificado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
O que significa ter formação em Cirurgia de Mohs e por que o rótulo não basta
Ter formação em Cirurgia de Mohs significa concluir a residência em Dermatologia e, depois dela, um curso formal de cirurgia micrográfica certificado pelo Departamento de Cirurgia Micrográfica da SBD.
O termo “Mohs” não é protegido no discurso comercial: uma clínica pode anunciar a técnica sem que o método esteja completo. Quem tem formação micrográfica remove, processa, lê a lâmina e reconstrói no mesmo ato.
A técnica exige controle tridimensional de margens, com remoção camada por camada e correlação de cada fragmento a um mapa micrográfico. Sem treinamento para ler a própria lâmina, o cirurgião não fecha esse ciclo.
Todo cirurgião de Mohs é dermatologista, mas nem todo dermatologista tem formação em Mohs. Plásticos e cirurgiões de cabeça e pescoço tratam câncer de pele sem a histologia intraoperatória própria da técnica.
A certificação em Cirurgia Micrográfica de Mohs pela SBD
A certificação em Cirurgia Micrográfica de Mohs é concedida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) aos dermatologistas que cumprem os critérios do Departamento de Cirurgia Micrográfica da entidade.
Essa qualificação não se baseia em autodeclaração: depende de treinamento formal, documentado e supervisionado, verificável nos registros oficiais da SBD.
A formação ocorre em serviço credenciado e habilitado pelo Departamento de Cirurgia Micrográfica. Cursos breves ou treinamentos sem supervisão adequada não equivalem a esse processo.
O caminho de formação do cirurgião micrográfico
Para obter a certificação, o médico precisa ser dermatologista e associado titular da SBD, além de cumprir treinamento com duração mínima de um ano em serviço credenciado para formação de cirurgiões micrográficos.
A capacitação abrange todas as etapas do método: delimitação do tumor, remoção cirúrgica orientada, mapa cirúrgico, processamento e coloração das lâminas, e leitura anatomopatológica das margens.
O médico em formação atua como cirurgião principal, sob supervisão de um cirurgião de Mohs capacitado pela SBD, com mínimo de 75 cirurgias micrográficas supervisionadas, sendo ao menos 10% em neoplasias diferentes do carcinoma basocelular.
O serviço formador segue critérios próprios: experiência pessoal mínima de 150 cirurgias micrográficas para o médico formador, que pode orientar no máximo dois alunos por vez.
Uma formação que integra cirurgia e histopatologia
A Cirurgia Micrográfica de Mohs não se resume à retirada do tumor: exige integrar todas as etapas, da remoção do tecido à interpretação microscópica das margens, com prática supervisionada, estrutura laboratorial e treinamento anatomopatológico.
Ao final, a documentação dos casos fica disponível ao Departamento de Cirurgia Micrográfica, que pode solicitá-la para checar a qualidade técnica. Isso dá ao paciente um critério objetivo e verificável.
As credenciais que realmente importam na hora de escolher
Três credenciais sustentam a escolha de um cirurgião de Mohs em Santa Catarina: o RQE em Dermatologia, a histologia intraoperatória feita pelo próprio cirurgião e o histórico de volume, preceptoria e casos complexos.
Cada uma responde a uma pergunta diferente: o RQE, “este médico é dermatologista de verdade”; a histologia própria, “este método é Mohs de verdade”; o volume, “esta equipe já enfrentou o meu tipo de caso”.
| Credencial | O que comprova | Onde verificar |
|---|---|---|
| CRM ativo | Registro médico regular | Portal do Conselho Regional de Medicina |
| RQE em Dermatologia | Especialidade registrada, base da formação | Portal do CRM do estado |
| Certificação SBD | Formação micrográfica em Cirurgia de Mohs | Lista de cirurgiões de Mohs da SBD, por UF |
| Coordenação ou preceptoria | Experiência reconhecida por uma instituição | Hospital ou programa de residência |
RQE e Título de Especialista: como verificar
O RQE, Registro de Qualificação de Especialista, é o número emitido pelo Conselho Regional de Medicina quando o médico comprova a especialidade, disponível no portal do CRM em consulta pública e gratuita.
O Título de Especialista da AMB, em conjunto com a SBD, antecede o RQE em Dermatologia. Sem esse RQE, o profissional não reúne o pré-requisito básico da formação micrográfica.
O Dr. Timótio Dorn atua com CRM/SC 22594 e RQE 13225, disponíveis para consulta direta no conselho.
Histologia intraoperatória feita pelo próprio cirurgião
A histologia intraoperatória é o processamento e a leitura ao microscópio do tecido, feitos dentro da própria cirurgia, em minutos. É o marcador que separa a Mohs completa de uma excisão com laudo posterior.
No método completo, o mesmo cirurgião orienta o corte, confere a lâmina, marca no mapa onde ainda há tumor e retira só aquela região, sem intermediário entre microscópio e bisturi. Perguntar “quem lê a minha lâmina e quando” é a pergunta mais reveladora antes de agendar.
Experiência: volume, preceptoria e casos complexos
Experiência em Cirurgia de Mohs se mede por três marcadores: volume acumulado de casos, reconhecimento institucional em preceptoria ou coordenação e exposição regular a tumores recidivados ou agressivos.
A curva de aprendizado é longa: combina decisão oncológica, leitura histológica e planejamento reconstrutivo no mesmo turno. O Dr. Timótio Dorn dedica-se exclusivamente à técnica desde 2018, com mais de 2.000 procedimentos realizados. Casos recidivados exigem essa bagagem, porque a cicatriz anterior distorce os limites do tumor.
Red flags: quando Mohs pode não ser Mohs de verdade
Alguns sinais indicam que o procedimento pode não ser a Cirurgia Micrográfica de Mohs completa: margem enviada a patologista externo, laudo entregue dias depois, ausência de RQE em Dermatologia e superlativos de marketing sem registro.
Nenhum sinal significa má-fé: muitos indicam que o procedimento é outro, com nome parecido, e o paciente precisa saber o que contrata.
- Fragmentação de etapas: ressecção, análise e reconstrução com profissionais diferentes, sem controle contínuo das margens
- Laudo com atraso: resultado que chega dias após a cirurgia, sem possibilidade de nova camada no mesmo ato
- Formação de curta duração: cursos breves apresentados como equivalentes ao curso da SBD
- Ausência de credencial pública: nome ausente na lista de cirurgiões de Mohs da SBD e no RQE do conselho
Margem enviada a patologista externo e laudo com atraso
A excisão convencional com laudo externo remove o tumor com margens de segurança maiores e envia a peça a um laboratório, que examina cerca de 1% da superfície das margens e devolve o resultado em dias.
O método é legítimo para a maioria dos tumores de baixo risco, mas não é Mohs: não permite decidir a próxima camada durante o ato nem examinar 100% das margens em tempo real. Se o laudo aponta margem comprometida, o paciente volta ao centro cirúrgico em outra data.
Slow Mohs e frozen section: a diferença técnica correta
O frozen section congela o tecido para leitura em minutos e é a forma clássica da Mohs. O slow Mohs processa o tecido em parafina, com laudo em prazo maior, mantendo o mesmo mapeamento tridimensional.
O slow Mohs é indicado quando o tumor exige a qualidade histológica da parafina, como no lentigo maligno. Um laudo externo em cortes verticais não é slow Mohs: a diferença está no mapeamento das margens, não só no tempo de espera.
Checklist rápido de verificação antes de agendar
Quatro perguntas objetivas, na primeira consulta, ajudam a confirmar se o procedimento é a Cirurgia Micrográfica de Mohs completa.
- Qual é o seu RQE em Dermatologia? Deve constar no portal do CRM do estado
- Tem certificação em Cirurgia Micrográfica de Mohs pela SBD? O nome deve constar na lista da SBD
- Quem lê a minha lâmina e em quanto tempo? Na Mohs completa, o próprio cirurgião lê durante o ato
- A reconstrução é no mesmo dia e com o mesmo médico? Indica se as etapas estão integradas
Por que a formação completa muda o desfecho do tratamento
A formação completa muda o desfecho porque conecta três decisões em minutos: onde cortar, o que a lâmina mostra e como reconstruir sem comprometer o controle oncológico.
A Cirurgia de Mohs remove o tumor com margem de 1 a 2 mm, contra 4 a 15 mm da convencional, e examina 100% das margens em tempo real. Essa economia de tecido só é segura com leitura feita por quem foi formado para isso.
Estudos apontam cura de cerca de 99% em 5 anos para carcinoma basocelular primário com Mohs, e recidiva em 10 anos de 4,4% contra 12,2% com a convencional, dados estatísticos, não garantias individuais.
Margem controlada em tempo real reduz a chance de tumor residual, e isso exige um cirurgião que também seja patologista naquele momento. A fragmentação das etapas rompe essa cadeia.
A técnica é padrão para carcinoma basocelular e espinocelular em áreas nobres, tumores recidivados e subtipos agressivos. No melanoma invasivo, o tratamento segue sendo a excisão ampliada com margens pela espessura de Breslow.
Formação em Mohs em Santa Catarina: um recurso escasso
Santa Catarina concentra a maior incidência de câncer de pele não melanoma do Brasil, com 133,22 casos por 100.000 habitantes segundo o INCA, e tem número limitado de médicos com formação completa em cirurgia micrográfica.
Segundo a SBD, o país mantém poucos cirurgiões de Mohs formados, distribuídos de forma desigual entre os estados. Os próprios critérios de certificação limitam naturalmente o ritmo de formação de novos especialistas.
Quanto mais rara é a formação completa, mais frequente se torna o uso comercial do nome da técnica, o que torna a verificação de credencial ainda mais relevante.
O Programa de Cirurgia Micrográfica de Mohs em Santa Catarina
O Dr. Timótio Dorn coordena o Programa de Cirurgia Micrográfica de Mohs no Hospital Santa Tereza (SES/SC), em Florianópolis, referência acadêmica para casos oncológicos cutâneos na rede estadual.
Um programa estruturado difere de um serviço que apenas realiza o procedimento: padroniza etapas, mantém registro de casos e forma novos profissionais. Para o paciente catarinense, isso significa formação completa dentro do estado, sem deslocamento obrigatório.
Preceptoria no Hospital Santa Tereza (SES/SC)
A preceptoria da residência em Cirurgia Dermatológica do Hospital Santa Tereza cabe ao Dr. Timótio Dorn, que ensina a técnica a médicos em formação dentro de um serviço público estadual.
Ensinar exige que cada decisão seja explicada e revista diante de outro médico. Coordenação de programa e preceptoria são credenciais institucionais, concedidas por instituição pública e verificáveis.
Agende sua avaliação com um cirurgião com formação em Mohs em Santa Catarina
Pacientes com diagnóstico de carcinoma basocelular ou espinocelular podem agendar avaliação com o Dr. Timótio Dorn em Florianópolis e Rio do Sul, com certificação SBD e referência em Cirurgia Micrográfica de Mohs no estado.
Na avaliação, examino a lesão, revejo a biópsia e explico se a Cirurgia de Mohs é a indicação correta. Quando não é, digo qual técnica é e por quê.
Quem mora fora da Grande Florianópolis pode iniciar por teleconsulta pré-operatória. O passo a passo está na página sobre o processo de avaliação e agendamento, e o funcionamento da técnica está no guia completo de Cirurgia Micrográfica de Mohs.
Agende sua avaliação e traga suas perguntas sobre credenciais. Elas são bem-vindas.
Referências e fontes
As informações desta página têm origem em publicações e critérios oficiais da entidade responsável pela certificação em cirurgia micrográfica no Brasil e em literatura dermatológica revisada por pares.
- SBD, Departamento de Cirurgia Micrográfica: critérios de formação e capacitação em Cirurgia Micrográfica de Mohs. Disponível em: sbd.org.br
- Anais Brasileiros de Dermatologia, “Cirurgia micrográfica de Mohs: revisão de indicações, técnica e resultados”. Disponível em: anaisdedermatologia.org.br
- Skin Cancer Foundation, frozen section e slow Mohs, o cirurgião como cirurgião-patologista. Disponível em: skincancer.org
- SBD, Lista de cirurgiões de Mohs por unidade da federação, verificação pública de credencial. Disponível em: sbd.org.br
- INCA, estimativas de incidência de câncer de pele não melanoma no Brasil e em Santa Catarina. Disponível em: inca.gov.br
Perguntas frequentes sobre formação em Cirurgia de Mohs
As dúvidas abaixo reúnem o que pacientes de Santa Catarina mais perguntam ao escolher o cirurgião, depois de entender o que é a Cirurgia Micrográfica de Mohs.
Quem pode fazer cirurgia de Mohs no Brasil?
O dermatologista com certificação em Cirurgia Micrográfica de Mohs pela SBD está habilitado: residência em Dermatologia mais um ano de treinamento supervisionado, com mínimo de 75 cirurgias como cirurgião principal.
Como sei se o cirurgião é certificado?
Consulte duas fontes públicas: o portal do CRM do estado, que mostra CRM ativo e RQE em Dermatologia, e a lista de cirurgiões de Mohs da SBD por UF.
Qualquer dermatologista faz Mohs?
Não. Todo cirurgião de Mohs é dermatologista, mas nem todo dermatologista tem formação em Mohs, que exige treinamento em histologia intraoperatória e mapeamento de margens. Sem essa formação, o dermatologista realiza excisões e outros procedimentos de pele.
O que é histologia intraoperatória e por que ela importa?
É o processamento e leitura do tecido ao microscópio durante a cirurgia, em minutos. Permite examinar 100% das margens e decidir, no centro cirúrgico, se resta tumor. Sem ela, o resultado chega dias depois e o paciente retorna para completar o tratamento.
Preciso ir a São Paulo para fazer uma Mohs bem feita?
Não necessariamente. Santa Catarina conta com o Programa de Cirurgia Micrográfica de Mohs do Hospital Santa Tereza, em Florianópolis, coordenado por cirurgião com certificação SBD. O critério é a credencial do profissional, não a cidade.
Onde encontro um cirurgião de Mohs em Santa Catarina?
A lista de cirurgiões de Mohs da SBD por UF é o ponto de partida. O Dr. Timótio Dorn atende em Florianópolis e Rio do Sul, com teleconsulta pré-operatória, e coordena o Programa de Cirurgia Micrográfica de Mohs de referência no estado.
O Dr. Timótio Dorn é médico dermatologista (CRM/SC 22594 · RQE 13225). Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui consulta médica.




